Por todo o mundo, diversos programas foram criados com o intuito de inserir um número cada vez maior de pessoas no universo digital. A democratização do acesso às tecnologias da comunicação, ou simplesmente inclusão digital, é algo relevante para sociedade atual. Nota-se um crescimento significativo do número de aquisições aparelhos como câmeras filmadoras, camêras fotográficas e celulares que gravam e tiram fotos.
Essa democratização incentivou o surgimento de uma gama de novos produtos midiáticos e de novas possibilidades na comunicação. Muitas vezes, sem pretensões jornalísticas, um grande acontecimento pode ser documentado por qualquer um que se proponha a fazê-lo. Hoje é comum ver uma notícia ilustrada por um vídeo feito por alguém que presenciava um fato e que, por sorte, se encontrava com uma câmera. Exemplo disso é o atentado de 11 de setembro, onde centenas de pessoas fizeram seus registros de diversos ângulos da tragédia, assim como os Tsunamis de 2004, que contam com muitas filmagens feitas por turistas que se encontravam nas localidades do fenômeno.
Uma das mídias que mais veicula, e talvez a que esteja mais intimamente ligada a essas produções independentes, é a internet. Segundo uma pesquisa da Universidade de Kansas, nos EUA só o YouTube, site com espaço para post de videos incorporado à Google, possuí aproximadamente 91 milhões de internautas que assistem a 5 bilhões de produções postados no sítio. Isso equivale a uma média de 54,9 vídeos por internauta, que incluem propagandas políticas, filmes, séries e outros produtos da inclusão digital.
Existem várias outras modalidades de vídeos feitos para diversos objetivos. Alguns prestando assistências, como os “Unboxing”, que são imagens que mostram produtos comprados, desde a abertura da caixa, exibindo cada componente, até a leitura do manual de instruções. Dessa forma quem está interessado em comprar algum artigo pela internet pode saber exatamente o que vai encontrar quando chegar a encomenda. Existem também vídeos de tutoriais que auxiliam com aulas de dança, maquiagens ou uso de algum software. Outros tem propósitos publicitários ou apenas de entreter, como as paródias, programas independentes, divulgação de trabalhos, ou situações engraçadas filmadas por acaso.
O acesso às tecnologias e o espaço na mídia que as pessoas “comuns” vêm conquistando não significa apenas entretenimento. Esse acesso, que cresce e se fortalece a cada dia, dá às pessoas a oportunidade de não serem apenas agentes passivos nos processos de comunicação. Quando um internauta pega uma camêra, faz sua produção e a veicula no YouTube, ou outro site equivalente, eles está deixando de ser apenas consumidor e passando a ser ativo no processo comunicacional, modificando os meios com os quais interage e a sociedade na qual está inserido.
Saiba mais:
O cantor Pop Justin Bieber, de apenas 16 anos, conquistou a fama através da internet e já tem várias músicas nas paradas de sucesso nos EUA. Em 2007, ele e sua mãe começaram a postar vídeos do adolescente cantando no YouTube. O objetivo era que a família que morava longe pudesse acompanhar a evolução musical do garoto. Foi assim que o ex-executivo de Marketing da So So Def, Scooter Braun, tomou conhecimento de Justin e o levou para Atlanta, Georgia, para conhecer o cantor Usher. Alguns meses mais tarde ele estava assinando seu primeiro contrato, com a gravadora Island Records.
Links:
http://www.guiadicas.com/dicas-de-como-fazer-video-caseiro/
Site com dicas sobre como produzir seus próprios vídeos caseiros.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inclus%C3%A3o_digital
Definição de inclusão digital.
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=7464
Site com informações e números sobre o YouTube.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Justin_Bieber
Biografia e informações sobre a carreira de Justin Bieber.
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