Como diz o ditado popular, “a propaganda é a alma do negócio”, e para confirmar essa frase, não é necessário procurar muito. Esta prática está intimamente ligada ao capitalismo e, geralmente, onde há comércio há publicidade. Todos, ou praticamente todos, os grandes produtos e marcas que fazem parte da nossa vida e do nosso cotidiano, executam complexas campanhas publicitárias e investem muito dinheiro nisso.
Estudos são conduzidos com dados de mercado, de mídia, baseados nos públicos das empresas, nas características das mercadorias e em vários outros fatores, para garantir a eficácia dos anúncios. Empresas como a Coca-Cola, Ford, Disney e HSBC, que estão na lista das maiores do mundo, são exemplos claros de como a propaganda pode favorecer um negócio.
E são estes grandes exemplos que costumam passar pelas nossas cabeças quando o assunto é divulgar um produto ou serviço. Com isso ignora-se uma gama de outras possibilidades que dentro de suas realidades atingem igualmente aos seus objetivos. Somos bombardeados por elas todos os dias, nos pontos de ônibus, enquanto passamos pelas ruas, indo pro trabalho.
São papéis colados em postes de iluminação, pessoas contratadas para divulgar serviços no grito ou caixas de som posicionadas na calçada. Essas propagandas, encomendadas ou feitas pelos próprios microempresários e prestadores de serviços têm como principal característica, um baixo custo de execução. Cartazes ou folhas de papel A4 com as informações da coisa anunciada, feitas muitas vezes em programas como word ou excel, contam como investimento, apenas o preço da impressão e cópia. Do mesmo modo, os anunciantes que usam a voz para atrair consumidores recebem salários baixos, e os que têm carteira assinada são a minoria.
Outra particularidade que pode ser observada quando se analisa estas práticas, é seu caráter imediatista, onde o tempo de duração entre a efetuação da propaganda e a realização do seu objetivo pode ser de poucos segundos. Se alguém estiver no centro de Belo Horizonte, indo tirar algum documento que requeira foto, e ouvir alguém anunciando que tira fotografias provavelmente irá, na hora, comprar o serviço. Da mesma forma, se passar de frente de uma loja que conta com um auto-falante anunciando uma mercadoria desejada rapidamente entrará no estabelecimento.
Apesar de não se basearam em teorias acadêmicas, ou pesquisas e outros tipo de estudos, estas práticas cumprem seus propósitos tornando-se cada vez mais usuais. Elas também são formas de publicidade, porém mais acessíveis, o que garante que todos possam usufruir dos benefícios da propaganda, divulgando seus trabalhos e aumentando seus negócios e lucros.
Saiba mais:
Enquanto alguns optam pelas formas mais primitivas de promoção, as grandes empresas não poupam gastos e esforços em suas campanhas publicitárias. Uma lista divulgada pelo Ibope, informa os números de fechamento de 2009, que levam em conta os investimentos feitos por empresas no Brasil, nas compras de mídias em alguns meios (cinema, internet, jornal, outdoor, rádio, revista, TV aberta e TV por assinatura). O ranking traz, em primeiro lugar, a “Casas Bahia”, cujo gasto foi de nada menos que 3 bilhões de reais do referido ano, quase 60% a mais que a segunda colocada, a Unilever (R$1,9 bi). Também constam na lista a Ambev (R$0,9 bi), em terceiro lugar, a Caixa Econômica Federal (R$0,8 bi) em quarto, e a Hyundai Caoa (R$0,7 bi) em quinto.
Links:
http://jipemania.com/coke/ Site muito legal, que conta a história das propagandas da Coca-Cola. Lá você pode ver anúncios desde do século XIX até os mais modernos.
http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=37516&codDep=10 Página do site expressomt que explica a diferença entre publicidade, propaganda e marketing.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Publicidade Página da Wikipédia sobre Publicidade. Abordando as áreas de atuação de seus profissionais, suas práticas no Brasil e no Mundo, principais agências entre outros temas.
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