No início do século XX o mundo ganhou uma nova tecnologia de comunicação, um aparelho que transmitia sinais radiofônicos sem som. Os avanços para a transmissão de sons por um aparato tecnológico foram iniciados, segundo alguns autores, pelo italiano Guglielmo Marconi, no final do século XIX. Porém o mérito da criação do rádio foi concedido a Nikola Tesla, pela suprema corte americana, já que Guglielmo havia utilizado 19 patentes de Tesla em seu trabalho.
Considera-se a transmissão nos EUA por Lee de Forest em 1906 como a primeira do mundo. Mas foi em 1919 que começou a chamada “Era do Rádio” que significou a verdadeira mudança no cenário das mídias da época com a criação das primeiras emissoras. O cresimento foi acelerado, em 1921, nos Estados Unidos eram apenas 4 emissoras, mas no final de 1922, os americanos já contavam com 382.
No Brasil a tecnologia chegou apenas em 1922, no dia sete de setembro como parte das comemorações do centenário da independência. E logo se expandiu com a criação de emissoras brasileiras contando com a ajuda de grandes nomes como o do antopólogo Roquete Pinto.
Inicialmente o aparelho era muito caro, mas com o passar dos tempos e com novos ajustes técnicos a compra foi ficando mais acessível e caiu em gosto popular. Notícias, futebol, programas musicais e as radionovelas eram alguns dos genêros com maior audiência.
Nos anos 30 com o advento da televisão, incialmente na Alemanha e depois se expandindo pelo mundo, os produtores radiofônicos começaram a se sentirem ameaçados. Com o passar dos anos e o barateamento do aparelho televisivo as emissoras de rádio começaram a perder espaço e audiência. Vários artistas migraram para televisão e as pessoas maravilhadas pela imagem na tela deixaram um pouco de lado a velha tecnologia.
Atualmente, com a internet, televisão, Mp3, Mp4, Mp5, há quem diga que o rádio não tem mais como competir com os meios de comunicação e as novas mídias, e que as pessoas não o escutam mais como antigamente. Porém ignora-se as novas possibilidades às quais o rádio, tão bem, vem se adequando.
Praticamenta todas as grandes emissoras tem uma correpondente online, assim pessoas conectadas a rede podem ouvir suas programações enquanto navegam por outros sites. Também o crescimento das cidades trouxe um grande aliado desse meio de comunicação: o trânsito. A maioria das pessoas entrevistadas para este trabalho afirmam escutarem rádio no carro ou no ônibus, no caminho do trabalho, ou da faculdade.
Além disso segundo pesquisa veiculada no site “microfone.jor.br”* o rádio está em mais de 90% das casas contra 75% da TV. Isso se deve ao menor custo do aparelho e que como na maioria das vezes, já vem com uma antena embutida torna desnecessário intalações como seria com a televisão.
Fica mais claro, dessa forma, porque 90 anos após o início da “Era do rádio” essa mídia ainda faz parte do cotidiano de tantas pessoas no mundo todo. Como todo meio de comunicação, ela tem que se adequar a chegada de novas tecnologias e às alterações da socidade. Porém essa adequeção não significa perda de espaço, apenas mostra como as mudanças sociais e técnicas modificam e obrigam os meios de comunicação a procurarem sempre novas formas de atingirem os seus públicos.
Saiba Mais
Um brasileiro tem seu nome registrado na história da invenção do rádio: o padre do Rio Grande do Sul, Roberto Landell de Moura nascido em Porto Alegre em 1862.
Ele desenvolveu um aparelho que transmitia e recebia a voz humana sem a utilização de fios condutores. Sua primeira experiência aconteceu em São Paulo, em 1893. O sucesso do feito colocou em xeque sua sanidade mental diante de seus superiores. Porém sete anos depois, Landell de Moura consegue a patente brasileira de seu invento.
Links:
. *http://www.microfone.jor.br/razoes.htm
Site com pesquisa e dados sobre o rádio no Brasil.
http://www.radioclaret.com.br/port/frame.htm
Site dedicado a história do rádio, aos seus gêneros e artistas. Com um banco de dados de audio e video sobre acontecimentos envolvendo o rádio.
http://www.radioclaret.com.br/port/frame.htm
Página dedicada ao antropólogo Roquete Pinto
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